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1ª Feira Vegana de Americana – SP

Americana (SP) terá sua 1ª Feira Vegana de Americana. Organizada pela equipe do “Mas Nem Peixinho?”, em parceria com o poder público, a feira acontecerá no dia 08 de outubro e contará com aproximadamente 30 expositores veganos de produtos alimentícios, bebidas, roupas, artesanato e outros.
Durante o evento também acontecerão palestras, atrações musicais e cadastro de proprietários de animais para microchipagem, castração cirúrgica e vacinação gratuita.
O evento contará também com um espaço para doação de jornais, ração, substrato higiênico e medicamentos para ajudar o Projeto Voluntário “Quero Adotar um Gatinho”.
O objetivo do evento é difundir o vegetarianismo e veganismo, práticas que possibilitam uma alimentação com qualidade que não provoca o sofrimento de nenhum ser vivo.
Os interessados em participar como expositores devem entrar em contato com o Mas Nem Peixinho? por meio do Facebook (facebook.com/masnempeixinho/), Instagram (@masnempeixinho) ou pelo telefone (19) 98371-1783.
Todos os expositores passarão por uma avaliação e seleção para a certificação de que os produtos comercializados sejam 100% veganos, isto é, que não tenham origem animal, não sejam testados em animais, nem envolvam o sofrimento deles em seu processo produtivo.
Já estão confirmadas as presenças de expositores de diversas cidades do estado como Marília, Indaiatuba, Piracicaba, Campinas, Rio Claro e São Paulo.

Serviço:
1ª Feira Vegana de Americana
Data: 08/10 (domingo)
Horário: das 10h às 17h
Endereço: Av. de Cillo, 2220 – Jardim São José – Americana/ SP

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ARpocalipse

Quem pensa que só as cidades chinesas sofrem a falta de ar respirável, está profundamente enganado.
Embora por aqui o problema ainda não seja tão vísivel quanto na China, São Paulo vive um verdadeiro “Arpocalipse”.
Só no Estado de São Paulo a poluição do ar foi responsável por 11.200 mortes em 2015 (31 mortes por dia) – mais que o dobro das mortes provocadas por acidentes de trânsito (7867), cinco vezes mais que o câncer de mama (3620) e quase 6,5 vezes mais que a AIDS (2922).
Permanecer duas horas no trânsito da capital equivale a fumar um cigarro.


Esses dados alarmantes são do Instituto Saúde e Sustentabilidade em um estudo divulgado nesta segunda-feira, 14 de agosto, Dia Mundial de Combate à Poluição.


Doenças cardio e cerebrovasculares, tais como arritmia, infarto do coração e derrame cerebral, representam 80% dos efeitos da poluição do ar. Ela é causa comprovada dos cânceres de pulmão (o mais letal dos tumores) e de bexiga.
O ar poluído está também relacionado a metade dos casos de pneumonia em crianças. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a poluição do ar causou 8 milhões de mortes precoces no mundo em 2015 e é atualmente a principal causa de morte por complicações cardiorrespiratórias relacionadas ao meio ambiente.

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Vida Vegana Em Jundiaí

Sempre que digo que sou vegano, escuto a frase: “Nossa, mas o que você come então?”, parece incrível para muitas pessoas mas há uma gama imensa de alimentos além da carne e é possível fazer quase todas as receitas sem usar ovos, leite ou margarina.
O mercado vegano cresce a olhos vistos, mesmo em tempos de crise. Cada vez mais pessoas aderem ao veganismo seja por compaixão para com os animais, seja em busca de uma vida mais saudável.

Steamed white button mushroom on the table
O número de produtos veganos disponíveis no mercado hoje é enorme. De alimentos à produtos de beleza e moda. Quando me tornei vegano, há quase 10 anos, era bem mais difícil. Imagine, hoje já é possível para um vegano até comer fora! Os restaurantes mais antenados nas movimentações do mercado já perceberam esse público e colocam opções vegan em seus menus.
Em Jundiaí há algumas opções bem bacanas de cafés e restaurantes com opções veganas/vegetarianas. Os meus favoritos são: You Yuan no Mercadão da Cidade, que tem um buffet de almoço 90% vegan; o Koh Samui Thai Cuisine, com vários pratos veganos deliciosos a la carte; e o charmosérrimo Stock Brazil Café Bistrô que tem opções incríveis como o hamburguer de soja e um pudim de coco vegan, além disso o chef Jaderson Coimbra tem mente super aberta e faz adaptações em vários pratos.

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O estilo de vida vegano vai muito além da alimentação, é claro, mas muitas pessoas que não são veganas estão eventualmente trocando os beefs e omeletes por pratos mais saudáveis, seja para uma dieta ou um simples detox. Há ainda o público cada vez maior de pessoas com intolerância à lactose e ao glúten.
O crescimento do número de veganos e adeptos em Jundiaí é tão signficativo que a comunidade no Facebook Veganismo Jundiaí (VegJu) realizará o 1º Festival Vegano de Jundiaí, neste domingo 16 de julho.
Com a proposta de divulgar a cultura vegan, desmistificar conceitos e promover o intercâmbio entre produtores, fornecedores e o público consumidor, os organizadores convidam os veganos a trazerem aqueles amigos que vivem fazendo piada sobre o “beico” para que eles vejam que os veganos não vivem só de alface. Aliás, nós veganos comemos muito bem!!!

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Entre as muitas guloseimas teremos no evento: Doces e salgados, sorvetes, bolos, comida japonesa e até hamburguer vegano. Outra coisa que deve chamar muito a atenção das meninas é a maquiagem vegana da Nação Verde.
Junto com o VegJu na organização deste evento está o Instituto Techniatto, e muitos produtores e fornecedores de produtos e alimentos veganos já confirmaram presença. Entre eles a Olivato Cozinha, uma das minhas favoritas.

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O evento contará também com vários worksohps. Eu me inscrevi para o de Compostagem, com o professor e permacultor Marcel Santos. Eu já faço as minhas compostagens mas tudo meio no achômetro, quero aprender a fazer direitinho!

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Copie e cole:
1º Festival Vegano de Jundiaí
Dia 16 de julho
das 9 às 18 horas
Local: Av Paula Penteado, 308, centro, Jundiaí
e-mail: veganismojundiai@gmail.com

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Carne Fraca ou Os Lucros Justificam Os Meios

Na semana passada (17/03/2016) a Polícia Federal divulgou informações de 2 anos de investigações da operação batizada como “Carne Fraca”, que levou para a cadeia 36 das 46 pessoas e o bloqueio de 1 bilhão de reais das contas das 40 empresas investigadas.
Carne podre, papelão misturado à carne, uso em doses gigantescas de produtos cancerígenas são a matéria prima de produtos de marcas consagradas como Friboi, Perdigão, Seara, Sadia, Doriana, Swift, Elegê, Danone e Qualy (entre outras).


O escândalo atingiu proporções de um tsunami nas redes sociais e na imprensa tradicional, mostrando como empresas alimentícias de grande porte e respeitabilidade no mercado, adulteram de forma criminosa as carnes e o leite usados em seus produtos, visando única e exclusivamente o lucro e sem dar o menor respeito à saúde pública.


A Operação “Carne Fraca” foi criada pelo Ministério Público para combater o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura em um esquema de liberação irregular de licenças para frigoríficos. E eles acabaram encontramdo bem mais do que corrupção simplesmente.
Aproximadamente 1.100 policiais federais estão cumprindo 309 mandados judiciais sendo: 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão em residências e locais de trabalho dos investigados. Também há ações de busca e apreensão em empresas supostamente ligadas ao grupo criminoso. A PF informou tratar-se da maior operação já realizada na história da instituição.


O que a Operação Carne Fraca trouxe à luz não é exatamente uma novidade. Mesmo quem nunca pisou em um abatedouro ou frigorífico sabe que, além da crueldade animal praticada nesses lugares, é impossível produzir no volume que essas empresas produzem mantendo um mínimo padrão de qualidade, sem o uso de artifícios.
Todo mundo sempre soube mas ninguém queria acreditar. E é essa ingenuidade irresponsável ou burrice sacramentada pela ignorância, que deve ser a tábua de salvação das empresas envolvidas no escândalo. Passados os primeiros momentos, essas super poderosas detentoras do mercado alimentício já começam a movimentar marketeiros, agências de propaganda e assessorias de imprensa para reverter o quadro negativo.


Já vi na internet inclusive, depoimentos de engenheiros de alimentos dizendo que houve exagero por parte da Polícia Federal e que a coisa não é assim tão ruim quanto parece. Não me espantarei se nos próximos dias Tony Ramos, Roberto Carlos e Fátima Bernardes aparecerem nas telinhas dizendo que tudo não passa de um “golpe” e que os produtos dos quais eles são garotos propaganda são altamente confiáveis.
E quem vai ousar duvidar da palavra de uma Fátima Bernardes? O que são dois anos de investigação da Polícia Federal perto do aval de um Tony Ramos? Relembrando Nietzsche, “os fracos são a fonte de poder dos poderosos”. Ou ainda parafraseando a frase nunca dita por Maria Antonieta: “se o povo tem fome, dê-lhe carne podre.”

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Uma Carona e Um Bom BlaBlaBlá

Os apps estão revolucionando todos os segmentos de nossas vidas, principalmente a mobilidade urbana. O Uber, por exemplo, veio como uma opção ao tradicional serviço de táxi e trazendo, entre muitos outros benefícios: o acesso ao serviço para todas as classes sociais, a diminuição de carros nas ruas, mens poluição, melhor aproveitamento do combustível e a criação de um novo mercado de trabalho.
Por questões pessoais, eu não dirijo e, devido aos altos custos dos táxis, sempre alternei o uso dos mesmos com o transporte coletivo que, diga-se de passagem, em 99% das cidades brasileiras é muito ruim. No meu pequeno universo particular, o Uber foi uma grande e positiva revolução.
Isso atingiu também pessoas que sempre tiveram carro. Eu mesmo conheço algumas pessoas que já venderam seus carros e alugaram suas vagas de garagem para outros e hoje só se locomovem de Uber. Além da economia (os custos com manutenção, impostos, seguro, abastecimento e estacionamento) eles ainda faturam alugando suas vagas de garagem para outros. E o fato de não precisar dirigir no transito caótico das grandes cidades é, definitivamente, um grande atrativo.


Outro dia um jovem motorista de Uber me deu uma dica para viagens a longa distância, o BlaBlaCar, uma comunidade mundial de caronas compartilhadas e que funciona através de um app.
Eu nunca tinha ouvido falar do BlaBlaCar mas em uma pesquisa rápida no Google descobri que essa ideia nasceu em 2003 na França, criada por Frédéric Mazzella, e foi fundada em 2006 como empresa. Rápidamente o BlaBlaCar conquistou milhões de usuários em toda a Europa, se espalhando depois para outros continentes.


Hoje a BlaBlaCar está em mais de 22 países e abrange mais de 40 milhões de usuários. No Brasil o serviço foi lançado oficialmente em 2015 e, mesmo sem muita divulgação, já tem um grande número de usuários, principalmente pessoas que conheceram o aplicativo em viagens por outros países.
No Brasil, principalmente, a palavra carona carrega um estigma de prática arriscada mas o BlaBlaCar é um sistema onde tanto o caronista quanto o caroneiro são obrigados a se cadastrar fornecendo o máximo de informações pessoais possíveis, incluindo perfil no Facebook e ambos recebem uma tabela de pontuação.


Resolvi experimentar o aplicativo para uma viagem a São Paulo em um sábado a noite. Me cadastrei, solicitei o trajeto e apareceram duas opções em horários diferentes. Optei por uma que saia mais próximo ao horário que eu desejava. Como era a minha primeira viagem e minha pontuação era zero, o caroneiro solicitou ainda mais informações antes de confirmar a viagem.
Essa minha primeira experiência com o BlaBlaCar foi incrível. O caroneiro era um jovem professor universitário e no carro estava também uma garota que retornara a pouco da França, onde ficou 1 ano estudando francês. O custo da viagem: Apenas R$ 10,00, ou seja, metade do custo da viagem pela Viação Cometa.


Como benefício extra, a oportunidade de conhecer pessoalmente gente interessante. O bate papo durante todo o trajeto foi super agradável e me fez lembrar que é em viagens, segundo os especialistas em comportamento, que ficamos mais abertos para conhecer pessoas e trocar experiências, e é daí que vem o nome do aplicativo.

https://www.blablacar.com.br/

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A Água E O Agronegócio

Há crise no fornecimento de água que atingiu a cidade de São Paulo e várias outras em todo o estado em 2014 entrou para a história. Repentinamente todos estávamos privados de um bem de primeira necessidade, que julgavamos infinito e pelo qual pagamos muito caro.

O Brasil é um dos países mais ricos em água do mundo, com cerca de 13% de toda água doce do planeta e, de repente, estávamos encurtando nossos banhos, usando mais vezes a mesma roupa e policiando neuroticamente nossos vizinhos.

Mas o maior consumidor de água no país é o agronegócio., 72%, que tem a produção voltada para exportação de soja, carne bovina, carne suína, couro e artefatos de couro.

Para se ter uma ideia, só em 2013, o agronegócio gastou 200 trilhões de litros de água, o equivalente a 200 Sistemas Canteira cheios.

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O governo e a imprensa tentam colocar a culpa apenas na natureza dizendo que a falta de chuvas era a única razão para a crise hídrica que deixou os reservatórios vazios. E penalizou a população da maior cidade do país de de toda a América Latina com um racionamento absurdo, como se  fosse dela a responsabilidade de solucionar o problema da economia de água.

O que ninguém contou é que o uso doméstico equivale apenas a 6% do consumo de água no país. E a nossa parcela de culpa reside na ignorância. Ninguém nos contou também que para produzir 1 kg. de carne, gasta-se 15.500 litros de água. Se todos soubessem disso, certamente as pessoas escolheriam tomar banho mais tranquilamente a comer carne.

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Não faltaram avisos sobre a possibilidade de uma crise hídrica. Em São Paulo, por exemplo, faltou investimentos que não foram realizados para não diminuir os lucros dos empresários acionistas da SABESP. Um serviço essencial à população foi entregue à privatização e aos lucros dos seus acionistas e, hoje, a distribuição de água no país atende bem mais aos interesses do agronegócio do que as necessidades da população.

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Fonte: Agência Nacional de Águas (ANA), Revista Exame, Portal Desacato.

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A Vida das Abelhas E O Preço do Mel

O que faz um carro custar dezenas de milhões de dólares? Entre os muitos motivos justificáveis está o trabalho de centenas de profissionais altamente especializados que vai de pesquisadores e engenheiros, a designers e artesãos que são verdadeiros artistas, todos trabalhando durante anos para produzir pouquíssimas unidades (às vezes uma só).
Poucos são os mortais que terão acesso a essas preciosidades da indústria automobilística mas todos os aficionados por carros concordam que eles valem cada centavo da imensa fortuna que custam.

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Uma abelha vive entre 28 e 48 dias. Para produzir 5 gramas de mel, uma abelha levaria mais de 1 ano. Para fabricar 1 kg. de mel são necessárias 2 mil abelhas trabalhando durante toda a vida. Se uma única abelha fosse produzir 1 kg. de mel ela precisaria visitar mais de 5 milhões de flores e levaria 200 anos para cumprir a meta.
Se as abelhas pudessem cobrar do homem pelo mel que produzem, quanto custaria 1 kg. de mel? Certamente seria um produto muito caro. Como o mel vendido no mercado é roubado das abelhas, 1 litro (aproximadamente 1,4 litros) de mel custa pouco mais de R$ 30,00.

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Sim, mel é um produto roubado. As abelhas produzem mel para alimentar a Rainha, o único ser da colmeia que tem a capacidade de se reproduzir e é responsável pela continuação da espécie na natureza. O mel armazenado também serve para alimentar todos os membros da colmeia durante os meses sem flores.
A retirada de mel das colmeias para consumo humano é uma prática exploradora do trabalho desse inseto. O Brasil é o 10º maior produtor de mel do mundo e 50% destina-se ao mercado exterior e práticas abusivas dos que se intitulam “produtores” vem colocando em risco a existência da espécie nacional.
Outras práticas vem colocando em risco a vida das abelhas, como a monocultura e o uso de pesticidas. Além disso, estima-se que quase todo o mel produzido no Brasil é de pólen extraído das flores de eucaliptos e eles estão sendo substituídos por uma espécie geneticamente modificada, os eucaliptos transgênicos, cujas flores não possuem o pólen necessário para a fabricação do mel.

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Mas a extinção das abelhas não significa apenas que as pessoas ficarão sem mel. Elas são responsáveis por 33% da produção agrícola mundial. A dependência de polinização por abelhas é variável, mas algumas espécies dependem grandemente delas, como a maçã e a canola que chegam até 70% .