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Carne Fraca ou Os Lucros Justificam Os Meios

Na semana passada (17/03/2016) a Polícia Federal divulgou informações de 2 anos de investigações da operação batizada como “Carne Fraca”, que levou para a cadeia 36 das 46 pessoas e o bloqueio de 1 bilhão de reais das contas das 40 empresas investigadas.
Carne podre, papelão misturado à carne, uso em doses gigantescas de produtos cancerígenas são a matéria prima de produtos de marcas consagradas como Friboi, Perdigão, Seara, Sadia, Doriana, Swift, Elegê, Danone e Qualy (entre outras).


O escândalo atingiu proporções de um tsunami nas redes sociais e na imprensa tradicional, mostrando como empresas alimentícias de grande porte e respeitabilidade no mercado, adulteram de forma criminosa as carnes e o leite usados em seus produtos, visando única e exclusivamente o lucro e sem dar o menor respeito à saúde pública.


A Operação “Carne Fraca” foi criada pelo Ministério Público para combater o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura em um esquema de liberação irregular de licenças para frigoríficos. E eles acabaram encontramdo bem mais do que corrupção simplesmente.
Aproximadamente 1.100 policiais federais estão cumprindo 309 mandados judiciais sendo: 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão em residências e locais de trabalho dos investigados. Também há ações de busca e apreensão em empresas supostamente ligadas ao grupo criminoso. A PF informou tratar-se da maior operação já realizada na história da instituição.


O que a Operação Carne Fraca trouxe à luz não é exatamente uma novidade. Mesmo quem nunca pisou em um abatedouro ou frigorífico sabe que, além da crueldade animal praticada nesses lugares, é impossível produzir no volume que essas empresas produzem mantendo um mínimo padrão de qualidade, sem o uso de artifícios.
Todo mundo sempre soube mas ninguém queria acreditar. E é essa ingenuidade irresponsável ou burrice sacramentada pela ignorância, que deve ser a tábua de salvação das empresas envolvidas no escândalo. Passados os primeiros momentos, essas super poderosas detentoras do mercado alimentício já começam a movimentar marketeiros, agências de propaganda e assessorias de imprensa para reverter o quadro negativo.


Já vi na internet inclusive, depoimentos de engenheiros de alimentos dizendo que houve exagero por parte da Polícia Federal e que a coisa não é assim tão ruim quanto parece. Não me espantarei se nos próximos dias Tony Ramos, Roberto Carlos e Fátima Bernardes aparecerem nas telinhas dizendo que tudo não passa de um “golpe” e que os produtos dos quais eles são garotos propaganda são altamente confiáveis.
E quem vai ousar duvidar da palavra de uma Fátima Bernardes? O que são dois anos de investigação da Polícia Federal perto do aval de um Tony Ramos? Relembrando Nietzsche, “os fracos são a fonte de poder dos poderosos”. Ou ainda parafraseando a frase nunca dita por Maria Antonieta: “se o povo tem fome, dê-lhe carne podre.”

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Uma Carona e Um Bom BlaBlaBlá

Os apps estão revolucionando todos os segmentos de nossas vidas, principalmente a mobilidade urbana. O Uber, por exemplo, veio como uma opção ao tradicional serviço de táxi e trazendo, entre muitos outros benefícios: o acesso ao serviço para todas as classes sociais, a diminuição de carros nas ruas, mens poluição, melhor aproveitamento do combustível e a criação de um novo mercado de trabalho.
Por questões pessoais, eu não dirijo e, devido aos altos custos dos táxis, sempre alternei o uso dos mesmos com o transporte coletivo que, diga-se de passagem, em 99% das cidades brasileiras é muito ruim. No meu pequeno universo particular, o Uber foi uma grande e positiva revolução.
Isso atingiu também pessoas que sempre tiveram carro. Eu mesmo conheço algumas pessoas que já venderam seus carros e alugaram suas vagas de garagem para outros e hoje só se locomovem de Uber. Além da economia (os custos com manutenção, impostos, seguro, abastecimento e estacionamento) eles ainda faturam alugando suas vagas de garagem para outros. E o fato de não precisar dirigir no transito caótico das grandes cidades é, definitivamente, um grande atrativo.


Outro dia um jovem motorista de Uber me deu uma dica para viagens a longa distância, o BlaBlaCar, uma comunidade mundial de caronas compartilhadas e que funciona através de um app.
Eu nunca tinha ouvido falar do BlaBlaCar mas em uma pesquisa rápida no Google descobri que essa ideia nasceu em 2003 na França, criada por Frédéric Mazzella, e foi fundada em 2006 como empresa. Rápidamente o BlaBlaCar conquistou milhões de usuários em toda a Europa, se espalhando depois para outros continentes.


Hoje a BlaBlaCar está em mais de 22 países e abrange mais de 40 milhões de usuários. No Brasil o serviço foi lançado oficialmente em 2015 e, mesmo sem muita divulgação, já tem um grande número de usuários, principalmente pessoas que conheceram o aplicativo em viagens por outros países.
No Brasil, principalmente, a palavra carona carrega um estigma de prática arriscada mas o BlaBlaCar é um sistema onde tanto o caronista quanto o caroneiro são obrigados a se cadastrar fornecendo o máximo de informações pessoais possíveis, incluindo perfil no Facebook e ambos recebem uma tabela de pontuação.


Resolvi experimentar o aplicativo para uma viagem a São Paulo em um sábado a noite. Me cadastrei, solicitei o trajeto e apareceram duas opções em horários diferentes. Optei por uma que saia mais próximo ao horário que eu desejava. Como era a minha primeira viagem e minha pontuação era zero, o caroneiro solicitou ainda mais informações antes de confirmar a viagem.
Essa minha primeira experiência com o BlaBlaCar foi incrível. O caroneiro era um jovem professor universitário e no carro estava também uma garota que retornara a pouco da França, onde ficou 1 ano estudando francês. O custo da viagem: Apenas R$ 10,00, ou seja, metade do custo da viagem pela Viação Cometa.


Como benefício extra, a oportunidade de conhecer pessoalmente gente interessante. O bate papo durante todo o trajeto foi super agradável e me fez lembrar que é em viagens, segundo os especialistas em comportamento, que ficamos mais abertos para conhecer pessoas e trocar experiências, e é daí que vem o nome do aplicativo.

https://www.blablacar.com.br/

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A Água E O Agronegócio

Há crise no fornecimento de água que atingiu a cidade de São Paulo e várias outras em todo o estado em 2014 entrou para a história. Repentinamente todos estávamos privados de um bem de primeira necessidade, que julgavamos infinito e pelo qual pagamos muito caro.

O Brasil é um dos países mais ricos em água do mundo, com cerca de 13% de toda água doce do planeta e, de repente, estávamos encurtando nossos banhos, usando mais vezes a mesma roupa e policiando neuroticamente nossos vizinhos.

Mas o maior consumidor de água no país é o agronegócio., 72%, que tem a produção voltada para exportação de soja, carne bovina, carne suína, couro e artefatos de couro.

Para se ter uma ideia, só em 2013, o agronegócio gastou 200 trilhões de litros de água, o equivalente a 200 Sistemas Canteira cheios.

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O governo e a imprensa tentam colocar a culpa apenas na natureza dizendo que a falta de chuvas era a única razão para a crise hídrica que deixou os reservatórios vazios. E penalizou a população da maior cidade do país de de toda a América Latina com um racionamento absurdo, como se  fosse dela a responsabilidade de solucionar o problema da economia de água.

O que ninguém contou é que o uso doméstico equivale apenas a 6% do consumo de água no país. E a nossa parcela de culpa reside na ignorância. Ninguém nos contou também que para produzir 1 kg. de carne, gasta-se 15.500 litros de água. Se todos soubessem disso, certamente as pessoas escolheriam tomar banho mais tranquilamente a comer carne.

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Não faltaram avisos sobre a possibilidade de uma crise hídrica. Em São Paulo, por exemplo, faltou investimentos que não foram realizados para não diminuir os lucros dos empresários acionistas da SABESP. Um serviço essencial à população foi entregue à privatização e aos lucros dos seus acionistas e, hoje, a distribuição de água no país atende bem mais aos interesses do agronegócio do que as necessidades da população.

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Fonte: Agência Nacional de Águas (ANA), Revista Exame, Portal Desacato.

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A Vida das Abelhas E O Preço do Mel

O que faz um carro custar dezenas de milhões de dólares? Entre os muitos motivos justificáveis está o trabalho de centenas de profissionais altamente especializados que vai de pesquisadores e engenheiros, a designers e artesãos que são verdadeiros artistas, todos trabalhando durante anos para produzir pouquíssimas unidades (às vezes uma só).
Poucos são os mortais que terão acesso a essas preciosidades da indústria automobilística mas todos os aficionados por carros concordam que eles valem cada centavo da imensa fortuna que custam.

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Uma abelha vive entre 28 e 48 dias. Para produzir 5 gramas de mel, uma abelha levaria mais de 1 ano. Para fabricar 1 kg. de mel são necessárias 2 mil abelhas trabalhando durante toda a vida. Se uma única abelha fosse produzir 1 kg. de mel ela precisaria visitar mais de 5 milhões de flores e levaria 200 anos para cumprir a meta.
Se as abelhas pudessem cobrar do homem pelo mel que produzem, quanto custaria 1 kg. de mel? Certamente seria um produto muito caro. Como o mel vendido no mercado é roubado das abelhas, 1 litro (aproximadamente 1,4 litros) de mel custa pouco mais de R$ 30,00.

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Sim, mel é um produto roubado. As abelhas produzem mel para alimentar a Rainha, o único ser da colmeia que tem a capacidade de se reproduzir e é responsável pela continuação da espécie na natureza. O mel armazenado também serve para alimentar todos os membros da colmeia durante os meses sem flores.
A retirada de mel das colmeias para consumo humano é uma prática exploradora do trabalho desse inseto. O Brasil é o 10º maior produtor de mel do mundo e 50% destina-se ao mercado exterior e práticas abusivas dos que se intitulam “produtores” vem colocando em risco a existência da espécie nacional.
Outras práticas vem colocando em risco a vida das abelhas, como a monocultura e o uso de pesticidas. Além disso, estima-se que quase todo o mel produzido no Brasil é de pólen extraído das flores de eucaliptos e eles estão sendo substituídos por uma espécie geneticamente modificada, os eucaliptos transgênicos, cujas flores não possuem o pólen necessário para a fabricação do mel.

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Mas a extinção das abelhas não significa apenas que as pessoas ficarão sem mel. Elas são responsáveis por 33% da produção agrícola mundial. A dependência de polinização por abelhas é variável, mas algumas espécies dependem grandemente delas, como a maçã e a canola que chegam até 70% .

O Doutor Anticâncer

O médico e neurocientista David Servan-Schreiber (1961 – 2011) venceu 2 vezes a luta contra um câncer no cérebro, diagnosticado em 1992, mas não resistiu à terceira manifestação da doença, em 2010.

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Servan-Schreiber, assim que soube do tumor em seu cérebro, iniciou um trabalho de pesquisa sobre os motivos que fizeram a doença se transformar em epidemia a partir da segunda metade do século XX. Hoje a cada 4 pessoas, 1 desenvolve câncer.
Para entender isso, ele mergulhou em todos os estudos feitos até hoje sobre a doença e estudou as mudanças de hábitos que ocorreram na sociedade moderna, depois da Segunda Guerra Mundial.

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Os resultados dessas pesquisas deram origem ao livro “Anticâncer”, lançado em 2007 e traduzido para 40 idiomas. Nele livro Servan-Schreiber da modulação das defesas naturais através da alimentação e hábitos saudáveis, como um complemento aos tratamentos convencionais.

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Suas descobertas não serviram para salvá-lo, seu câncer era dos mais agressivos e a terceira recaída foi violenta. No entanto os estudos de David Servan-Schreiber vieram reforçar enfaticamente a tendência mundial por uma vida mais saudável, como a de nossos antepassados, para previnir várias doenças ou para fortalecer as defesas do organismo para um melhor resultado nos tratamentos.
Este vídeo exibido pelo programa Globo Repórter, da TV Globo, 29 de maio de 2009, mostra Servan-Schreiber saudável e feliz, indo de bicicleta para o trabalho. Ele fala também sobre suas descobertas e a importância de não abandonar os tratamentos convencionais mas, paralelamente, fortalecer nosso corpo para que ele possa lutar contra as doenças.

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O Brasil Faz Triste Papel Quando Se Fala Em Sustentabilidade

A Natura e o Banco Santander são as únicas empresas brasileiras na tradicional lista Global 100 – 2017, da canadense Corporate Knights, que contempla as empresas com as melhores práticas de sustentabilidade corporativa no mundo.
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O Brasil, um país conhecido por suas riquezas e belezas naturais, deveria servir de modelo quanto à sustentabilidade de suas empresas, ter apenas 2 empresas nessa lista é muito triste e vergonhoso.
Os Estados Unidos tem 19, a França tem 12, o Reino Unido tem 11, a Alemanha tem 6, o Canadá tem 5 e a Finlândia tem 4.
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Contudo essa posição mostra uma pequena melhora em relação aos anos anteriores. Em 2015 a Natura era a única empresa a figurar nessa lista.
É nosso papel enquanto cidadãos brasileiros e consumidores, cobrar das empresas políticas de sustentabilidade eficientes, além de cobrar de nossos governos leis mais rígidas, fiscalização e penalidades pesadas para quem polui ou colabora para o desmatamento e destruição de recursos naturais.
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A tragédia de Mariana, considerada o maior crime ambiental da história em todo o mundo, é uma prova do papel predatório de 99,98% das empresas brasileiras, bem como da ineficiência e incompetência de nossos governantes e da justiça (também) quando o assunto é sustentabilidade.
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Alimentação Saudável É Doença

A obsessão por alimentos saudáveis é um distúrbio do comportamento alimentar com nome de doença e tudo.
A Ortorexia, segundo a Associação Brasileira de Nutrologia, pode causar: déficit de proteínas e vitaminas; problemas como anemia e desnutrição; problemas de convívio social e até mesmo diminuir a produtividade no trabalho, já que o “viciado” em comida saudável perde mais tempo que as outras pessoas preparando a própria comida.

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A ABRAN – Associação Brasileira de Nutrologia, entidade que reúne os profissionais de nutrição (aqueles que, em tese, deveriam zelar pela qualidade da nossa alimentação e seus efeitos sobre a nossa saúde), coloca sua idoneidade em risco ao divulgar um comportamento alimentar que ainda não foi reconhecido como um distúrbio pela Organização Mundial de Saúde e nem está descrito no DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais).

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O termo Ortorexia (do grego, ortho: correto; orexis: apetite) foi criado pelo médico americano Steven Bratman, em 1997. Bratman é autor do livro Health Food Junkies (Viciados em comida saudável) e se apresenta nas redes sociais como consultor em alimentação alternativa.
O próprio Steven Bratman no entanto é categórico ao afirmar que nunca disse que o vegetarianismo, o veganismo ou qualquer prática parecida representam um distúrbio. “Seria absurdo. Nem acho que o fato de prestar muita atenção nos rótulos demonstra um problema psicológico, como muitos artigos insinuam… mas é possível haver uma obsessão insalubre com a comida saudável”.

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À medida que a preocupação com uma alimentação saudável vem crescendo nos últimos anos, o termo vem aparecendo com mais frequência em blogs, sites e na mídia convencional, atendendo pontos de vistas pessoais e também explorado pela industria alimentícia e agropecuária, em defesa de seus intereses comerciais.
E não faltam colocações esdrúxulas, vinculando a alimentação saudável a questões estéticas e a obsessão pela magreza, ou classificando a opção por alimentos orgânicos como um vício.

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É bem verdade que algumas pessoas tendem a levar tudo ao extremo. Com certeza há muitos veganos ou vegetarianos com problemas relacionados a má alimentação pois não buscam uma alimentação balanceada e nem o acompanhamento de um nutricionista. Mas ainda não vi ou soube de alguém que tenha morrido por ter optado por uma alimentação saudável, em contrapartida, conheci dezenas de pessoas que morreram por problemas relacionados à obesidade e a má alimentação.
E por falar em obesidade, a mesma ABRAN foi uma das maiores defensoras para a liberação no Brasil de substâncias anorexígenas como o Femproporex, a Sibutramina, a Anfepramona e o Mazindol, proibidas em vários países do mundo por criarem dependência e oferecerem mais riscos do que benefícios à saúde de quem quer emagrecer a base de remédios.
A briga pela liberação dessas substâncias terminou em 2016 com a liberação pelo Senado Federal, que cedeu à pressão da indústria farmacêutica.

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A pergunta que fica é: Considerando o poder da indústria farmacêutica e da indústria alimentícia, bem como a cultura da corrupção que reina em nosso país, a quem serve a Associação Brasileira de Nutrologia?